Marinha encontra dificuldades para localizar rede fantasma gigante em SP

Marinha encontra dificuldades para localizar rede fantasma gigante em SP

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Equipe da Fundação Florestal flagrou o material à deriva e estimou que o peso dele seja superior a uma tonelada.


A Marinha do Brasil, por meio do Grupamento de Patrulha Naval do Sul-Sudeste, iniciou, nesta sexta-feira (19), o terceiro dia de buscas por uma grande rede de pesca gigante e perdida na costa de São Paulo. O material, que foi avistado a deriva no dia 12 de julho pela Fundação Florestal, estaria atrelado a uma embarcação. Segundo a Marinha, as más condições climáticas não ajudam nas buscas, que devem prosseguir até que o material seja encontrado já que a rede de pesca, por conta do peso e do tamanho, oferece perigo à navegação.


A rede de pesca foi avistada, inicialmente, por embarcação da Fundação Florestal do Estado de São Paulo, no dia 12 de julho. Porém, estima-se que o peso dela seja superior a uma tonelada e, por conta dessas dimensões, não pode ser retirada da água naquela ocasião. A posição original da rede foi registrada, mas o material não foi mais visto.


A Fundação notificou a Marinha do Brasil que, na última terça-feira (16), emitiu “Aviso aos Navegantes” para alertar sobre o risco à navegação, já que a rede teria permanecido flutuando, com um pequeno bote de apoio atrelado a ela.

No dia seguinte, a Marinha iniciou as buscas com o Navio-Patrulha Guaporé e um helicóptero do 1º Esquadrão para encontrar a rede e recolhê-la. “Fizemos um estudo de deriva onde ela (rede) possivelmente está, em direção a costa, entre Guarujá e a Ilha Montão de Trigo, que fica depois de Bertioga”, disse o capitão de fragata Carlos Marden Soares Pereira da Silva, comandante do Grupamento de Patrulha.


De acordo com o comandante, a Marinha tomou conhecimento da aparição da rede dias após o objeto ser avistado. Além disso, a região da Baixada Santista foi atingida por uma forte ressaca no último fim de semana. Os dois fatores atrapalharam o trabalho da Marinha. “A dificuldade foi o tempo para iniciar as buscas. Só obtivemos a informação três dias depois. Entrou uma frente-fria e as buscas não foram eficazes”, disse.

Até a manhã desta sexta-feira, a rede de pesca ainda não tinha sido encontrada. Segundo o comandante, a Marinha está realizando os trabalhos de busca pela rede de forma tão intensa por ser tratar de um objeto de grandes dimensões e atrapalhar o tráfego de embarcações na costa do litoral de São Paulo.


“Por ser uma rede de grandes proporções, é perigo à navegação. Estamos utilizando o Navio Patrulha a Aeronave para fazer uma busca coordenada. As buscas continuam até que se possa encontrar a rede ou a até que a área estimada seja completamente explorada pela Marinha”, disse Marden, que também trabalha com a hipótese da rede ter sido recolhida por alguma embarcação pesqueira ou ter afundado.


Por isso, ele orienta todos os navegantes a avisar imediatamente à Autoridade Marítima sobre qualquer material à deriva no mar que possa se tornar um perigo à navegação, a fim de que seja iniciada a busca o mais breve possível, aumentando assim a probabilidade de localização e de remoção do material.

FONTE G1Santos - FOTO: Divulgação/Fundação Florestal

Santos Cidade 22/08/2019 às 14h18 Brasil

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